Imagens do que (não) existe

65x50cm, óleo s/papel, 2022

PT
AndReia cria imagens do que (não) existe para explorar o incompreensível, o inconsciente, o sonho e a metamorfose na pintura e no desenho, através do seu diário de sonhos. Procura pelo seu imagético onírico, pela “alma do ilhéu” (Nemésio) intercetar o universo do inconsciente na imagem, não só como potencial de transformação, mas também como local transcendental à imaginação.
As figuras em tecido, criadas coletivamente no desenho, trazem a imaginação do outro, o sonho e a realidade.EN
AndReia creates images of what (doesn't) exist in order to explore the incomprehensible, the unconscious, dreams and metamorphosis in painting and drawing, through her dream diary. Through her oneiric imagery, through the “soul of the islander” (Nemésio), she seeks to intercept the universe of the unconscious in the image, not only as a potential for transformation, but also as a transcendental place for the imagination.
The fabric figures, created collectively in the drawing, bring together the imagination of the other, the dream and reality.
Imagens do que (não) existe,oil and acrylic on canvas and wooden boxes, acrylic on fabric, filling and volcanic rock, dimensions variable2024



Collective exhibition ENTRE TANTO(S)
Faculdade Belas Artes
Universidade do Porto
2024

28.11.2023, 116x100x5cm, óleo s/tela, 2024
O encontro entre o sonho e a ilha: " A baleia quando passava, colocava os pés na água para sentir a sua passagem"

16.06.2023, oil and charcoal on wood, 2024

06.01.2024, oil on canvas, 2024
"Depois estava com duas crianças e de repente corre uma e desaparece. Só eu e uma criança pequena vê."



06.01.2024: Branca, oil on canvas, 2024

06.01.2024, oil on canvas, 2024
"Mas nesta altura somos pássaros. Os outros não parecem nos reconhecer como humanos".

Reconstruction of the dream through memory
2023
This project is based on a dream I had on September 9, 2022, which I represented through a series of five paintings. In decoding the symbolic meaning of this dream, I used written records and explored memories from my dream universe. Due to the intense emotional charge present in this dream and also the dynamics of the image, its representation was marked by a dialog between the unconscious and the conscious, resulting in the creation of images that decipher its symbols.

STATEMENTAndreia Correia (2000, Açores) / Reia (x, Atlântida)
Sou a Andreia Correia, nasci no Arquipélago dos Açores. O deslocamento, após os meus 20 anos, revelou o meu sentimento de ilhéu e foi através da arte que comecei a construir um espaço palpável de pertença, estabelecendo uma relação entre o meu território imaginário e os espaços onde vivo.
Neste contexto, surgiu a minha identidade artística, denominada Reia na Atlântida. Esta persona atua como uma mediadora entre o meu universo onírico e a prática artística, procurando estabelecer uma conexão entre self e o outro através do inconsciente e da memória.
Investigo as relações entre identidade, memória, inconsciente e território, partindo, por exemplo, do meu arquivo de fotografias e registos escritos dos meus sonhos. Considero que o imaginário cria-se e recria-se, especialmente através dos territórios que habitamos, como refere Pimentel, na coletânea A Condição de Ilhéu (2017): a identidade insular pode ser assimilada pelo imaginário coletivo onde os símbolos revelam modos de estar e de sentir específicos. O sonho do ilhéu alude à ilha, ao mar e ao inconsciente.
Na minha prática artística, o desenho é a linguagem primária; a fotografia captura o quotidiano ou composições pensadas e modificadas digitalmente; a pintura materializa as imagens; e o têxtil constitui um campo de exploração material e conceptual.
O meu trabalho é também, a materialização da minha condição de ilhéu. O território imaterial manifesta-se através das memórias ligadas às ilhas, das paisagens, da identidade e dos símbolos que pertencem simultaneamente a uma esfera pessoal e coletiva.
Deste modo, é no cruzamento entre memória/ subconsciente e território, entre experiência individual e imaginário coletivo, que encontro matéria para a minha criação. Assim, a minha condição de ilhéu é inerente ao meu processo artístico.
Individual exhibition:
O cavalo pequenino de um tamanho de um passarinho [11/2025]Collective exhibitions:
MORCEGO DE ASAS BRANCAS [07/2026]
MONTAGEM DE ATRAÇÕES [12/2024 ]ROMANTIZANDO (IM)POSSIBILIDADES [ 10/2024 ]Exposição Prémio árvore das virtudes Cooperativa Árvore [ 10/2024 ]Palestina meu amor - Leilão solidário e exposição - Espaço Mira, Porto [ 11/2024 ]
ENTRE TANTO(S) [ 06/2024 ]As fotografias e o resto [ 01/2024 ]Aconteceu na Afurada [ 07/2023 ]
EducationFaculty of Fine Arts University of Porto
Bachelor Fine Arts
2020-2024
ERASMUS+ INTERNSHIP
Artesanía Nazarí, Agifodent
Art assistant
09/2024 - 01/2025,
Granada, Spain-Joyce Overheul, Artist
Art Studio Assistant
02/2025 - 05/2025
Netherlands

120x80 cm, óleo s/tela, 2023

54x37cm, óleo s/madeira, 2023

90x60cm, acrílico s/tela, 2023

50x60cm, óleo s/tela, 2023

89x49cm, óleo s/tela, 2021

58X48 cm, óleo s/madeira, 2023

150x60cm, óleo s/tela, 2023
Private collection

~120x80cm, óleo s/tela, 2023
65x50cm, óleo s/papel, 2022

40x58cm, óleo s/ madeira, 2023

80x50cm, óleo s/tela, 2023


88.2x117,8x5.1 cm (two sides), óleo s/tela e madeira, 2023
CATS COLLECTION









































Uma teia de aranha de 10 metros de comprimento
LIVRO, Fotomontagem, 2023
As imagens procuram reconstituir a incerteza de realidade/ irrealidade, a fronteira do sonho e da memória. Pelo uso do Photoshop e do arquivo pessoal, concebeu-se a abstração da figuração pela fotomontagem, explorando a percepção sensorial do espaço e a ambiguidade temporal.
Paralelamente aos sonhos, a presença da fragmentação assemelha-se a um diário compreensível apenas ao sonhador. O livro, como os sonhos, adota uma estrutura que permite uma leitura sem um fim predeterminado, ausente de uma narrativa linear. A luz e a cor emergem como mediadoras do sublime e do desconhecido, surgindo como manifestação mágica dos sonhos. A experiência textual surge da intensidade da opacidade e a alusão a registros escritos reais e fictícios.
Um Cavalo pequenino do tamanho de um passarinho
Exposição individual- Atelier 26- 13 novembro 2025
Conheci Andreia Correia recém-chegada dos Açores, em 2020. A máscara que escondia o rosto da menina tímida também destacava os seus grandes olhos negros e desconfiados, por baixo dos vãos iluminados, onde ficava a desenhar. Na altura, Reia na Atlântida já havia emergido.Quatro anos depois, já licenciada em Belas Artes, Andreia viveu na Espanha vários meses; e outros tantos nos Paises Baixos, até regressar ao Porto. Na trajetória, desenhou o seu cotidiano e pintou os seus sonhos, quase todos apresentados na exposição Um Cavalo pequenino, do tamanho de um passarinho. A delicadeza expressa no título não consegue eclipsar a força e a densidade destes trabalhos.A artista se serve da própria subjetividade onírica para construir um jogo com o espectador, de revelar e eclipsar os múltiplos símbolos que transbordam de sua obra. A sua trajetória foi por mim testemunhada, passo a passo, quadro a quadro. Ao revê-la, transbordo-me em água, como muitos dos seus quadros.
Que a Reia, na Atlântida ou aqui, arreie suas imagens e intensidades onde toda a gente possa ver.Lia Figueira
Porto 2025













































